História da propriedade
A Casa Velha
Do Sítio Pau D’alho à Estação Casa Velha — o que a casa guarda de mais de um século de encontros.

Antes de tudo
1918 está gravado na porta principal, logo abaixo das iniciais GR. Parece a idade da casa. É só a data de uma reforma.
Sítio Pau D’alho
Os documentos mostram que, no século XIX, a propriedade tinha outro nome e pertencia a um ramo da família Almeida Prado.
pau-d’alho — árvore nativa da Mata Atlântica, conhecida pelo forte cheiro de alho.
A casa que ficou de pé
Foi erguida em substituição à moradia original, de taipa de pilão, que não existe mais. Contornos simples, casa grande: vários quartos, sala ampla e, no centro de tudo, uma cozinha com fogão de lenha que ficava aceso o dia inteiro.
Uma casa de vida rural, com espaço para famílias grandes que trabalhavam de sol a sol.

“A primeira polenta do dia saía às 9h da manhã, para matar a fome de quem já estava na roça desde o amanhecer.”
Do registro histórico da casa
Missa no sítio
Na virada do século, a propriedade passou ao domínio dos jesuítas, que ali rezavam missas — frequentadas por moradores das localidades próximas.
O cheiro da casa
Nos cômodos anexos à parte residencial ficavam os perfumes doces da colheita — e, claro, o do vinho produzido ali, cuja qualidade era famosa na região.
- uva
- maçã
- pêssego
- vinho
túia — a tulha, no falar caipira: o depósito onde se guardava a colheita.

“Esta propriedade sempre foi um local de encontro e festa.”
Era no terreiro que se organizavam as caçadas pelas matas e capoeiras. Por ali passavam os pescadores das margens do rio Jundiaí, e na porta se negociavam os produtos do sítio — especialmente vinho e fubá.
As iniciais na porta
O ano está gravado na porta principal, logo abaixo das iniciais GR — de Giovani Ratti, um de seus proprietários. Não marca a construção: é o registro de uma das reformas do local.

Estação Casa Velha
Por essa história, a casa quer manter seu legado: preservar a memória dessa parte de Indaiatuba e oferecer um cenário para celebrações e para a interação responsável com a natureza.
O terreiro que juntava a vizinhança continua recebendo festas. A próxima pode ser a de vocês.
Fonte
Texto baseado no registro histórico publicado pela própria Estação Casa Velha. As fotografias mostram a propriedade como ela é hoje.